O Liberalismo não é Individualista


O liberalismo fomenta a coesão e colaboração pois na adversidade e oportunidade juntos somos mais fortes, sem a dependência e mão paternalista do Estado que nos separa e divide em estratos e classes.
Sem a presença forte de um Estado formatador e manipulador a união dos indivíduos na prossecução de maior bem-estar é evidente. Criam-se organizações livremente, fomentam-se contratos e concessões de forma transparente, trabalha-se para um bem comum, desenvolve-se e inova-se sem se esperar a indicação de um Pai central, mas com base no mérito e no trabalho.
As pessoas não são perfeitas, seja livres ou maniatadas. Seja num estado Conservador, Socialista ou Liberal, as pessoas continuam a ser pessoas. Mas qual o sistema, na imperfeição do mundo, que retira mais frutos das pessoas, com a sua natureza, e promove maior bem-estar para todos? Qual o sistema que cria mais riqueza de forma consistente? Qual o que recupera mais rápido das cíclicas recessões e crises provocadas por choque tecnológicos, depressões financeiras, guerras e revoluções?
Ninguém vive bem com o mal dos outros, todos chegamos mais longe em conjunto. Em qualquer organização grande percebemos isso, que precisamos todos de uns e dos outros sem a necessidade de uma organização por decreto, mas simplesmente por necessidade, outras vezes por vontade e algumas por oportunidade.
A natureza humana é no fim de contas, na prossecução da sua própria felicidade, ultimamente focada nos indivíduos, por isso egocêntrica, nem que seja por questões de sobrevivência. Em nós próprios somos conservadores, mas nas famílias, onde somos maioritariamente socialistas, procuramos planear e orientar. Quando saímos para fora das nossas casas e núcleos familiares, na sociedade, onde competimos e nos abrimos ao mundo, somos eminentemente liberais, competimos e colaboramos. Se fossemos conservadores ou socialistas na sociedade iriamos aparentar ditadores e patriarcas, daqueles que sabem o que é melhor para os outros.
Na natureza e sociedade não temos controlo de tudo, não sabemos tudo e não temos poder sobre nada. Por isso criamos regras, através de leis, e encontramos consensos sobre um bem ou base comum na saúde, segurança e educação, por exemplo. Depois disso somos livres, livres de escolher, livres de decidir a educação dos nossos filhos, a nossa religião, orientação e identificação e também livres de escolher onde queremos curar as nossas feridas. Mas infelizmente o que acabei de escrever não é hoje totalmente verdade em Portugal

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