Socialistas aumentam carga fiscal e dependência do Estado

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Temos um aumento da carga fiscal? Sim.
Temos um aumento do governo? Sim.
Temos um aumento da despesa pública? Sim.

O Governo diz que vai manter o estado atual, fazer grandes investimentos ferroviários e aeroportuários, repor salários e rendimentos, num cenário de dúvida e estagnação, que já sentimos, tudo isto sem aumentar impostos. É um raciocínio falso.

Num breve debate com um socialista, mascarado de PSD, argumentou-se que aumentar os impostos sobre consumo até era bom, influenciar comportamentos negativos dos consumidores. Contudo, o Estado não está a acompanhar e partilhar dados sobre esses comportamentos e externalidades negativas que tão honradamente quer resolver. O Estado não conhece ou demonstra o efeito prático destas medidas. É uma mentira.

Depois observo outros elementos no espectro argumentar que na verdade quem paga os impostos são as empresas. Estas absorvem os aumentos com eficiências internas e ajustes de estratégias, formatos e canais e o consumidor não paga, não vai ser penalizado no seu dia-a-dia. Assim sendo, estes não concordam com as teorias económicas comportamentais preconizadas pelos primeiros. É incoerente.

Ora o problema está quando o primeiro e segundo grupo são o mesmo. Temos uma falácia lógica. Não podemos argumentar o efeito positivo sobre externalidades negativas no comportamento do consumidor e dizer que o consumidor não sente, pelo menos diretamente e com impacto relevante, o efeito das medidas que visam influenciar o seu comportamento. Não é lógico.

Existem muitas outras teorias bonitas, bem teóricas, nem se quer académicas ou de investigação, sem qualquer evidência ou conhecimento empírico de causa. Estamos a falar de medidas de biliões sem sustentação, monitorização e transparência. Não é bom.

O Estado está maior, mais pesado, menos transparente nas medidas e resultados, com maior carga sobre a vida dos portugueses, fiscal e social, mas também pior nos serviços essenciais: Saúde, Segurança e Educação. É triste.

Agora vão falar do Chile? Vão dizer que o liberalismo termina quando é preciso o Estado? Ou vão descobrir quais as condições atuais do Chile e dos Estados mais liberais? Vão tentar perceber os motivos de colapso financeiro que afetam todas as economias e especialmente as menos preparadas? Vão falar dos casos de corrupção do governo português, socialista por acaso, com influência em vários setores promissores da economia portuguesa como energia (EDP chinesa), comunicações (PT francesa), distribuição (CTT francesa) e banca (CGD, BCP, BES)? Vão depois culpar o liberalismo económico do mundo ocidental, mesmo quando outros países tiveram nas mesmas circunstâncias melhor desempenho e menor impacto negativo nas pessoas que em Portugal? É areia para os olhos.

Não estamos mais preparados. Temos políticos e ex-políticos que mentem, enganam e omitem deliberadamente. Mas quem se deixa enganar são as pessoas que não procuram saber e discutir abertamente. A minha sugestão: apareçam e discutam em liberdade, participem e ajudem quem quer mudar e crescer. Mais crescimento e menos ressentimento.

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